Este relatório apresenta um resumo dos resultados da pesquisa anual realizada pela Towers Watson sobre movimentos e práticas de revisão salarial, e visa ajudar às empresas no planejamento de sua remuneração em 2011/2012.
O presente estudo foi realizado, eletronicamente, durante os meses de julho e agosto de 2011, com empresas que participam das pesquisas salariais conduzidas pela Towers Watson. Recebemos respostas de mais de 1.100 empresas em 19 países da América Latina. Diversos clientes informaram dados relativos a mais de um país, originando mais de 600 agrupamentos de respostas que puderam ser utilizadas na análise.
As principais seções deste relatório estão listadas a seguir e apresentam dados reais e projetados para 2011 e 2012, respectivamente.
Apresentamos a seguir um resumo dos principais resultados da pesquisa destacando as tendências atuais nas práticas de movimentação e revisão salarial na América Latina.
A América Latina vem tendo uma década de crescimento estável, com aumentos do PIB acima dos obtidos nos Estados Unidos e na Europa e inflação, em geral, abaixo dos dois dígitos. A região se recuperou razoavelmente rápido da crise econômica global de 2009 e, embora o México e Porto Rico tenham sido mais afetados pelas dificuldades na economia americana, países como Brasil, Chile e Peru diversificaram suas exportações para países da Ásia.
Estima-se que essa tendência continue, embora não nos mesmos patamares de recuperação e crescimento vistos em 2010, e com algumas exceções. Os índices de inflação na Argentina e na Venezuela ainda se destacam como os mais altos na região. Os índices de inflação com base nos preços ao consumidor apresentados neste relatório são as previsões governamentais oficiais de 9,8% para a Argentina e 26,9% para a Venezuela em 2011. Entretanto, é importante notar que, consensualmente, as agências privadas de projeções prevêem que os índices de inflação para a Argentina situam-se acima de 25%, em um patamar bem mais alto do que as projeções oficiais. Os aumentos nos orçamentos salariais, em geral, seguem os índices de inflação baseados na variação de preços ao consumidor, além de uma margem adicional para aumentos por mérito. Novamente, dentre as poucas exceções estão Argentina e Venezuela. As projeções indicam que os aumentos dos orçamentos salariais da Argentina deverão seguir as previsões mais altas de inflação apresentadas pelas entidades privadas e não os índices oficiais. Para o Brasil, é importante considerar que geralmente os aumentos por mérito são somados aos aumentos estabelecidos em acordo coletivo pelos sindicatos, que costumam refletir os índices de inflação.
A pesquisa demonstra que existe pouca variação nos aumentos salariais entre diferentes grupos de empregados, e que os aumentos previstos para o mercado geral podem ser superiores ou inferiores aos aumentos concedidos nas indústrias Farmacêutica e de Alta Tecnologia, dependendo do país.