Solvência II - outlook Towers Watson para 2011

Os preparativos para os desafios das regras de Solvência II irão custar bilhões de libras esterlinas com o propósito de fazer deste ano o mais importante na reestruturação do sector segurador. 

Reino Unido – 11 de Janeiro de 2011 – Há já algum tempo que as companhias de seguros terão começado a sua preparação para as novas regras de Solvência II. No entanto, é pouco provável que este projecto esteja concluído até 2012, o que acarreta uma grande incerteza que as companhias têm de gerir. Apesar desta situação no que se refere à regulamentação, 2011 será um ano chave para a Solvência II e de acordo com a Towers Watson irá haver cinco orientações principais:

  1. Disputa pelos recursos: Devido ao projecto Solvência II, a procura de recursos especializados em finanças, actuariado e gestão de risco (especialmente aqueles com experiência em Solvência II) irá aumentar nos próximos dois anos. Técnicas de cálculo do passivo consistentes com valores de mercado serão práticas totalmente novas para a maioria das companhias e irão requerer novas competências e um investimento significativo em ferramentas de modelação financeira, de forma a ir de encontro aos novos requisitos do reporte financeiro. As companhias com operações fora da Europa ainda terão de ter este desafio adicional, para além dos diferentes requisitos de reporte existentes nos diferentes países. As companhias terão de garantir que os seus pressupostos não serão irrealistas no que se refere a sua capacidade de contratação e retenção de novos quadros qualificados.
  2. Gestão de capital: O projecto Solvência II irá alterar significativamente a regulamentação sobre a forma de cálculo dos capitais a cobrir pelas empresas e pelos grupos de empresas. Subsídios de risco e efeitos de diversificação mais explícitos irão incentivar as companhias a reavaliarem e a fazerem alterações por exemplo: nas estruturas corporativas, na estratégia de investimento, cobertura e estratégia de resseguros a fim de ter uma situação mais confortável no âmbito do projecto Solvência II.
  3. Modelos internos: As companhias que pretendam ter modelos internos aprovados até ao início do projecto Solvência II irão enfrentar o duplo desafio de desenvolver e testar o modelo e persuadir as autoridades de supervisão que este modelo cumpre os critérios para aprovação. Será necessário contextualizar com o relativamente curto espaço de tempo até ao início do projecto.
  4. Gestão de risco: O projecto Solvência II introduz exigências claras sobre como a gestão de risco deverá ser realizada e por quem. Esta situação poderá fazer com que as companhias necessitem de reorganizar as suas estruturas de governação, as equipas e o reporte de risco. Terão também de desenvolver novos sistemas, por exemplo, para perceber melhor a evolução do risco de solvência ao longo do tempo e em diferentes cenários. As alterações poderão incluir o desenvolvimento, a promoção e a inclusão de uma cultura de risco em toda a organização.
  5. Maior divulgação pública: Um dos pilares do projecto Solvência II é o aumento da divulgação pública e utilizar a disciplina de mercado para melhorar a governação corporativa e os rácios de solvência. Consequentemente as companhias necessitam de possuir uma estratégia clara para explicar os seus resultados de Solvência II de forma a assegurar a sua interpretação e compreensão correcta pelos accionistas, analistas, agências de rating e segurados.


Júlio Koch, director na Towers Watson, afirmou, “As estimativas para o projecto Solvência II poderão aumentar significativamente, pois a maioria das companhias de seguros deverão concentrar a maior parte dos seus esforços durante os próximos dois anos de forma a resolver os aspectos mais complexos da nova regulamentação do capital antes do final do prazo, em 2013”.

“Com menos de dois anos para conseguir as alterações, o ano de 2011 será crítico para as seguradoras. O êxito de uma reestruturação tão radical e a mudança dependerá sobretudo de como as empresas irão reconhecer e perceber estas orientações críticas”.