Fundos de Pensões Portugueses – estimativa Junho 2010

Resumo do mês:
No mês de Junho assistiu-se ao continuar do aumento de volatilidade nos mercados financeiros. O segmento accionista foi o principal catalisador negativo, sendo afectado principalmente por alguns rumores sobre a possibilidade da Hungria entrar em incumprimento, pelo relatório de Emprego dos EUA, que criou menos emprego do que o previsto, pelas tensões no Médio Oriente e também pelo abrandamento da actividade industrial na China. Por outro lado, existiram alguns factores positivos, tais como, indicadores económicos na China e na Austrália e os esforços da Europa para travar a crise. O mercado nacional registou também um desempenho ligeiramente negativo durante o mês. No quadro económico, o BCE prevê que a economia da Zona Euro cresça entre 0,7% e 1,3% no ano de 2010, acima do previsto, enquanto para 2011, o BCE as estimativas foram revistas em baixa. No quadro monetário, o Banco Central Europeu, o Banco de Inglaterra e a Reserva Federal dos EUA mantiveram as taxas de juro nos mesmos níveis, sendo que o FED prevê que as taxas de juro continuem baixas por um período bastante extenso. No mercado cambial, o Euro desvalorizou-se face às principais divisas, devido aos receios de que as medidas de austeridade afectem o crescimento.

Resultados do mês:
A conjugação de índices seleccionados com a carteira do estudo SEMP, a 31 de Março de 2010, produz uma expectativa de retorno médio de -0,4% (efectivo) para os fundos pensões portugueses durante o mês em estudo. As Acções foram o principal contributo negativo, representando estes activos cerca de 24% da carteira total.

Rentabilidades estimadas (não anualizadas):
-0,7% (Abril 2010), -0,1% (Maio 2010), -0.4% (Junho 2010), -1,2% (2º trimestre 2010) e -0,2% (6 meses até 30 de Junho de 2010)

Rentabilidades realizadas (não anualizadas):
+1,0% (1º trimestre 2010),

Mais