Fundos de Pensões portugueses – estimativa Julho 2010

Resumo do mês:
O mês de Julho pautou-se por um comportamento bastante positivo nos fundos de pensões portugueses, após três meses consecutivos em que registaram rentabilidades negativas. O segmento accionista foi o principal catalisador positivo (tendo apresentado a melhor performance dos últimos 12 meses), sendo impulsionado pelo optimismo em relação ao desempenho da banca europeia nos testes de stress, pelos bons resultados apresentados pelas empresas nos EUA e por alguns indicadores positivos na Zona Euro. Contudo, existiram alguns factores negativos, tais como, indicadores económicos pouco animadores nos EUA (confiança do consumidor, índice de preços no consumidor, índice de actividade económica e o número de pedidos semanais de subsídio de desemprego). O mercado nacional registou também um desempenho positivo durante o mês. No quadro económico, o PIB EUA cresceu 2,4%, tendo ficado abaixo do previsto (2,6%). A FED prevê que a economia dos EUA cresça entre 3% e 3,5%, abaixo do previsto anteriormente (entre 3,2% e 3,7%). Durante este mês, a previsão do crescimento mundial foi também revisto em baixa para 3,25% (anteriormente 4,7%). No quadro monetário, o Banco Central Europeu, o Banco de Inglaterra e a Reserva Federal dos EUA mantiveram as taxas de juro nos mesmos níveis. No mercado cambial, o Euro valorizou-se face às principais divisas, devido ao optimismo relativamente ao crescimento económico da Zona Euro.

Resultados do mês:
A conjugação de índices seleccionados com a carteira do estudo SEMP, a 31 de Março de 2010, produz uma expectativa de retorno médio de +1,2% (efectivo) para os fundos pensões portugueses durante o mês em estudo. As Acções foram o principal contributo positivo, representando estes activos cerca de 24% da carteira total.

Rentabilidades estimadas (não anualizadas):
-1,2% (2º trimestre 2010), +1,2% (Julho 2010) e +1,0% (7 meses até 31 de Julho de 2010)

Rentabilidades realizadas (não anualizadas):
+1,0% (1º trimestre 2010),

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